
A Polícia Civil e as forças de segurança do sul da Bahia alcançaram um avanço decisivo nas investigações do sequestro do pequeno Noah, de apenas 11 meses. Dois homens apontados como suspeitos de participação no crime foram presos no município de Ibicuí, em uma ação integrada realizada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), pela Companhia Independente de Policiamento Rodoviário (CIPRv/Itabuna) e pela 21ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (21ª COORPIN).
Durante a ofensiva, as equipes policiais interceptaram e apreenderam o veículo que teria sido utilizado no arrebatamento da criança, além de uma arma de fogo.
O crime tomou grande proporção e causou forte comoção pública em toda a região.
Imagens que circulam nas redes sociais após o sequestro do bebê Noah, mostram objetos encontrados em um veículo supostamente ligado ao caso.
O material provocou especulações sobre a possível motivação do crime, incluindo hipóteses de ritual e tráfico humano.
Até o momento, porém, não há confirmação oficial que sustente essas teorias. Os objetos mostrados nas fotografias, isoladamente, não permitem concluir qual seria a finalidade do sequestro.
O bebê havia sido raptado na noite de terça-feira (13), no distrito de Ponto do Astério, localizado no município de Firmino Alves.
O susto e a comoção mobilizaram parentes e moradores locais, desencadeando imediatamente uma força-tarefa entre os órgãos de segurança pública para localizar a vítima e identificar os envolvidos.
Após horas de intensa angústia, a localização do garoto trouxe alívio à comunidade. Na manhã desta quarta-feira (14), Noah foi encontrado abandonado no interior de uma estrutura de praia situada na zona sul do município de Ilhéus.
A criança foi resgatada em segurança e encaminhada para avaliação médica.
A prisão da dupla e a apreensão dos materiais representam um desdobramento fundamental na linha de investigação instaurada pelas autoridades policiais, que seguem trabalhando para esclarecer a motivação e todos os detalhes por trás do sequestro do lactente.

ENTIDADES DE RELIGIÃO DE MATRIZ AFRICANA EMITEM NOTA DE REPUDIO EM ASSOCIAÇÃO AO CASO
Diversas entidades e lideranças de religiões de matriz africana têm manifestado repúdio à associação de suas tradições religiosas ao caso do bebê Noah, de 11 meses, sequestrado e posteriormente encontrado com vida.
As manifestações ocorrem em meio à repercussão do caso e à circulação de especulações nas redes sociais sobre uma suposta motivação religiosa para o crime. Até o momento, essa hipótese não deve ser tratada como fato comprovado.
Em uma das manifestações, o llè Alaketú Asé Omi T’Ogun, por meio de sua liderança e comunidade, reafirmou que o Candomblé é uma religião fundamentada na paz, no amor, no respeito e na proteção à vida. A entidade declarou que não compactua com qualquer forma de violência ou violação dos direitos humanos, especialmente contra crianças e adolescentes.
A nota também destaca que eventuais atos praticados por indivíduos não representam a totalidade da religião, sua história ou ancestralidade. A comunidade defende a proteção das crianças, o respeito à vida e a apuração dos fatos para que a verdade prevaleça.
As manifestações reforçam a preocupação de lideranças religiosas com a associação generalizada de suas tradições a um crime cuja motivação precisa ser esclarecida pelas autoridades competentes. Fonte: Sudoeste Digital


